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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Eu prometo!


Não seria a primeira vez que eu prometeria 
Nem seria a última vez que eu descumpriria, 
Porque quando falo de você não sei fingir,
Pois é amor o que eu sinto, não dá pra fugir.

Já prometi tantas e tantas vezes que não te procuraria,
Que tola eu fui, na menor oportunidade eu corria e te via,
Com um sorriso bobo te recebia, 
E sem mais nem mesmo, outra vez você partia.

Partia da minha vista, 
Partia da minha vida,
Partia da minha companhia,
E como sempre, me partia.

Sua partida não era pra longe,
Você ao menos se mexia,
Sua partida era ausência,
E essa, eu profundamente sentia. 

Hoje, como nos outros dias,
Desisti de você, cansei da sua empatia,
Desisti do amor, que a tanto tempo eu sentia,
Hoje, desisti, como nos outros dias.

Hoje, como sempre, esperei mais de você,
Que pena, só esperei, esperei você,
Esperei você falar, nem que fosse de você,
Esperei mais uma vez e somente esperei.

Cansei de te esperar,
Cansei de te amar,
Cansei de partir meu coração,
Cansei de te amar em vão.

Um dia, um dia, quem sabe, talvez... 
Você entenda que a ti dediquei de uma só vez,
O mais sublime e despretensioso sentimento,
Um amor tão puro, mas que se perdeu no esquecimento!

Minha autoria: Juliete Olímpio


domingo, 28 de junho de 2015

Sempre volta



Ai que  coração bobo eu tenho,
Não aguenta vê um sorriso teu,
Que logo dispara e eu não me contenho,
Tenho que retribuir com um sorriso meu.

Diversas foram as vezes que tentei não te olhar,
Que tentei não te querer, ou menos me afastar,
Não sei o que acontece, quando está tudo bem você vem,
Bagunça meus sentimentos e se faz de inocente e desaparece.

Cada minuto do teu silêncio é um agulha que espeta meu coração,
Tuas atitudes, ou a falta delas, são um imensa interrogação,
Afinal, não consigo entender, como pode a fala ser  uma o fazer ser outro,
Talvez nem caiba explicação, deve ser o teu jeito de me dizer não.

Queria aceitar o seu não, se logo após você não dissesse um sim,
Queria deixa pra trás o que fico por lá e seguir sem perceber tua presença, 
Mas negaria a minha existência fingir que não existe mais esperança em mim, 
Enquanto me recuso em negar, suporto sua meia-indiferença.

Isso não faz bem a ninguém, 
Acho que já passamos muito da hora do adeus, fomos muito além, 
Não adianta adiar, já estava tudo encaminhado para não continuar, 
Pois se não é pra ficar não é preciso voltar.

Ai você volta... 

Juliete Olímpio

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A menina que não tinha o coração


Eu posso não está feliz como deveria,
Eu posso até não me esforçar tanto como poderia,
Eu sinto que jamais será como eu queria.

E nem que eu volte, 
nem que eu mude,
nem que eu desfaça,
nada muda a ultima cartada.

Eu sai de lá, 
Mudei pra cá,
Mas algo meu não veio,
Ficou por lá, 

Algo que eu preciso,
algo pra poder pulsar,
Pois sem coração não vivo, 
e nem quem eu deixei pra lá.

Pensei que poderia viver sem,
mais vejo que não é possível,
sem você até sobrevivo,
mais sem meu coração é impossível.

São três ou mais,
os anos que passam tão fugaz, 
e eu continuo aqui,
sangrando por dentro, 
por trás de um sorriso feliz.

E quem me ver sorrir e cantar, 
jamais poderá imaginar,
quantas vezes chorei,
só por seu nome escutar.

Mas vivo na esperança,
de um dia resgatar,
o meu coração que você insiste em segurar.

E nesse dia me libertarei,
desse amor que até então carreguei,
para enfim viver feliz,
contigo, ou apenas DE BEM COMIGO!

Autora: Maisa Juliete

quinta-feira, 28 de março de 2013

E as lembranças?


E quando tudo se for?
E quando nada mais restá?
E tudo que passou, para onde irá?

Nossa lembranças, saudades e recordações
Aquela música que te lembra alguém,
Aquele perfume que você sente em alguém, 
Aquele gosto do beijo de alguém,

Aquela saudade, a vontade sem fim de relembrar,
A delícia de reviver sensações que só você conhece,
Sentimentos até então únicos ou sutilmente compartilhados,
De modo que são intrínsecos à você.

O que se leva dessa vida além das lembranças e dos momentos 
vividos, partilhados, transmitidos e envolvidos?
E dos sentimentos? aquele sentir, amar, gostar...
Quem além de você vai lembrar?

Enquanto houver memória eu lembrarei, de cada detalhe,
De cada instante, por mais insignificante que tenha sido, de cada gesto,
De cada sorriso, de cada palavra, de cada olhar 
Do teu jeito, do nosso jeito, do teu cheiro...

E quando nada mais fizer sentido?
Quando só o fato de lembrar machucar?
Eu lembrarei... Mesmo quando nada mais existir, 
Eu lembrarei de ti...

Minha Autoria: Juliete Olímpio

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O que ficou...

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos… Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. … E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.


Caio Fernando Abreu

domingo, 11 de setembro de 2011

Pra você guardei o amor





Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

GuardeiSem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir


Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Composição: Nando Reis

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Só segundos...

Não consigo deixar de te ver, deixar de te procurar
Passam só segundos, sem o teu olhar
que a saudade vem, vem me atacar
E aos meus pensamentos,
apenas momentos que juntos passamos,
juntos desfrutamos...
Sei que tentei deixar de te amar,
mas em meu coração não posso mandar
Tentei em sofrimento esconder
todo o sentimento que eu sinto por você,
mas foi tudo em vão,
pois cada vez mais é teu o meu coração
e nada que venha a ocorrer
irá mudar o que eu sinto por você...


Pimentas do reino