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domingo, 28 de junho de 2015

Sempre volta



Ai que  coração bobo eu tenho,
Não aguenta vê um sorriso teu,
Que logo dispara e eu não me contenho,
Tenho que retribuir com um sorriso meu.

Diversas foram as vezes que tentei não te olhar,
Que tentei não te querer, ou menos me afastar,
Não sei o que acontece, quando está tudo bem você vem,
Bagunça meus sentimentos e se faz de inocente e desaparece.

Cada minuto do teu silêncio é um agulha que espeta meu coração,
Tuas atitudes, ou a falta delas, são um imensa interrogação,
Afinal, não consigo entender, como pode a fala ser  uma o fazer ser outro,
Talvez nem caiba explicação, deve ser o teu jeito de me dizer não.

Queria aceitar o seu não, se logo após você não dissesse um sim,
Queria deixa pra trás o que fico por lá e seguir sem perceber tua presença, 
Mas negaria a minha existência fingir que não existe mais esperança em mim, 
Enquanto me recuso em negar, suporto sua meia-indiferença.

Isso não faz bem a ninguém, 
Acho que já passamos muito da hora do adeus, fomos muito além, 
Não adianta adiar, já estava tudo encaminhado para não continuar, 
Pois se não é pra ficar não é preciso voltar.

Ai você volta... 

Juliete Olímpio

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Passei na OAB - Juliete Olímpio



Sei que a todos que eu queria agradecer eu já fiz pessoalmente, mas queria aqui me expressar, pois ainda tem muita coisa presa em meu coração, preciso desabafar.

Quando comecei o curso de direito eu não sabia se era realmente aquilo que eu queria para minha vida profissional, mas dentre as opção era a que mais me apetecia, então eu tentei... 
Durante o primeiro ano, o medo de falhar era constante, por ter estudado durante toda a vida em escola pública, a faculdade pra mim era um monstro. Esse sentimento de inferioridade me perseguia.  Eu tinha medo de errar na pronúncia, na escrita, de não entender nada, de não saber fazer os trabalhos e de não acertar nada nas provas. 
Diante do meu medo eu não tinha outra alternativa a não ser estudar, mas mesmo assim eu me sentia acuada, então eu ligava pra minha mãe e dizia: 
_Mãe se eu reprovar qualquer cadeira eu paro, pois não terei dinheiro para pagar novamente e nem transporte para estudar dois turnos.
E ela pacientemente me respondia:
_Não tem problema, se você reprovar e não quiser continuar não tem nada, você volta pra casa e depois a gente resolve o que ficar pendente.
Então, isso me aliviava o coração, pois eu tinha a segurança de que se eu falhasse, eu não seria julgada e que não seria surpresa minha incompetência, deixava-a de sobreaviso.
Então o primeiro ano passou e eu passei, fiquei até conhecida como a menina do Dez (por Liliose e Luciano), mas ai minha vida tomou um rumo diferente, me mudei, mudei de  faculdade e mudei os amigos.
Cheguei em 2011 em Caruaru, e a mudança me causou um choque muito grande, a faculdade aqui era mais puxada e eu não conhecia ninguém e as pessoas também não faziam questão de me conhecer, transitei durante vários anos invisivelmente pelos corredores daquela faculdade. 
Então, no meu período de adaptação comecei a ir pra finais, do 3º ao 5º período fui para várias finais, eu nem ligava mais, a fama da menina do Dez tinha ficado pra trás e ali eu amargava provações, que sempre me faziam pensar: será que eu consigo? Hoje, respondo sem pestanejar, eu consegui! 
Passada essa terrível fase, sacudi a poeira e segui em frente, daí em diante parei de ir para finais. Aliás, fui para apenas + uma no 10º período. (Querido Xisto).
Após meu período de invisibilidade na faculdade, ganhei de presente de Deus, só pode ter sido dele, boas amigas, as melhores de toda a faculdade, comecei a conviver com Marcella, Letícia, Amanda, Gabi, Mari, Renatta e Carol e posteriormente com Mirella e Aline. Foi a melhor parte de toda a faculdade, foi conquistar essas amizades. Essas eu quero levar para o resto da vida. Passamos por muitas coisas juntas, todas as manhã estávamos lá firme e forte.
Obrigada minhas queridas por me acolherem e fazer minha convivência na faculdade ao menos suportável. 
Apesar de está fazendo todo esse arrodeio, hoje queria agradecer por essa graça alcançada, mas mas para ficar completo era necessária essa introdução do período da faculdade. 

Hoje, dia 08/06, após passar a tarde atualizando a página da FGV, ás 18:00 h finalmente saiu o resultado da 2º fase do XVI Exame da ordem e tendo acesso a lista, achei meu nome... Nesse vazio de 3 segundos entre olhar o arquivo e encontrar meu nome, as lágrimas correram incontrolavelmente no meu rosto, meu coração disparou e eu não consegui acreditar no que estava vendo...
Nesse momento comecei a repetir pra mim: Eu consegui, eu consegui, eu consegui... 
Sozinha em casa, eu chorei, não de tristeza, mas de alegria misturada com alívio, com tantos outros sentimentos... Eu ria e as lágrimas caiam, o telefone tocou e depois não parou mais... Mãe, Marília, Tia... Todos felizes com minha vitória.
E diante dessa grandiosa conquista, só tenho a agradecer... 
Obrigada meu Deus por ouvir minhas preces, por me conceder serenidade para aplicar naquela prova o conhecimento necessário. Obrigada Mãe por ser tão forte, por sempre me apoiar, por acreditar em mim e me ajudar em tudo,
Obrigada Gabizinha, pois nesse exame sua presença foi fundamental, você sabe o quanto,.. Obrigada por seu companheirismo e amizade. Minha felicidade só não foi plena por não te vê comemorando também. 
Aline, pâm, que todos os dias me dizia que eu ia passar e eu não acreditava, obrigada viu. Sou muito feliz ter sua amizade e muiiito obrigada pelo empréstimo do Vade.
Obrigada a minha família, gente esse povo me ama demais, ficaram extremamente felizes por mim, e quem se alegra com a felicidade dos outros é muito digno. Obrigada família linda, irmãos, cunhados, primos, tios e avós.

Agora só me falta comemorar!!! 
Gente para tudooooooooo, agora sou Advogada!

Assinado: Drª Jú :)


Que Deus me abençoe!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A menina que não tinha o coração


Eu posso não está feliz como deveria,
Eu posso até não me esforçar tanto como poderia,
Eu sinto que jamais será como eu queria.

E nem que eu volte, 
nem que eu mude,
nem que eu desfaça,
nada muda a ultima cartada.

Eu sai de lá, 
Mudei pra cá,
Mas algo meu não veio,
Ficou por lá, 

Algo que eu preciso,
algo pra poder pulsar,
Pois sem coração não vivo, 
e nem quem eu deixei pra lá.

Pensei que poderia viver sem,
mais vejo que não é possível,
sem você até sobrevivo,
mais sem meu coração é impossível.

São três ou mais,
os anos que passam tão fugaz, 
e eu continuo aqui,
sangrando por dentro, 
por trás de um sorriso feliz.

E quem me ver sorrir e cantar, 
jamais poderá imaginar,
quantas vezes chorei,
só por seu nome escutar.

Mas vivo na esperança,
de um dia resgatar,
o meu coração que você insiste em segurar.

E nesse dia me libertarei,
desse amor que até então carreguei,
para enfim viver feliz,
contigo, ou apenas DE BEM COMIGO!

Autora: Maisa Juliete

terça-feira, 9 de julho de 2013

Companheirismo


"Talvez seja essa a recompensa da vida,
Cativar pessoas e desfrutar da companhia delas."

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cidadão Brasileiro



Passam os dias,
E eu vejo no espelho,
A cor do meu cabelo,
E noto que envelheço.

Levanto muito cedo,
Vou para o emprego,
Chego muito cansado,
E isso não me satisfaz.

Hoje tenho tantas preocupações,
Tantas obrigações,
Contas e fatura dos cartões,
Vivo na insistência de novas realizações.

Eu sinto dores, isso não é legal,
Eu sinto amores, isso é essencial,
Eu sinto o mundo e ele me cobra,
E isso já é normal.

Não que eu seja solitário ou chato,
É que eu sou estressado,
Como esse mundo moderno
Que mais pede do que concede.

Eu sinto dores, isso não é legal,
Eu sinto amores, isso é essencial,
Eu sinto o mundo e ele me cobra,
E isso já é normal.

Eu pago imposto e vivo no caos,
Eu ganho dinheiro e não uso como devo,
Porque eu devo,
E o meu dever vai além do que devo.

O governo acha engraçado,
Pois não passo de um pobre diabo,
Que sustenta essa suposta democracia calado,
Esperando o tempo passar e um dia ser aposentado.

E assim poder reclamar da vida,
E ser encarado como um velho mal-humorado,
Que passou a vida sustentando um rebanho de salafrário
E no fim esperar a morte sentando, ou deitado no chão de um hospital mal acabado.

Maisa Juliete

domingo, 14 de abril de 2013

Irmãos

Só quem tem sabe como é


É cuidar e ser cuidado.
É correr pra cama do outro quando for noite e tiver medo;
É ter com quem conversar de madrugada quando tiver sem sono;
É fazer um buraco na parede do quarto para se comunicar;
É ter em quem colocar a culpa de suas travessuras ou ser culpado.

Os irmãos protegem;
As irmãs ensinam;
Os irmãos te chateiam;
As irmãs te regulam;
Os irmão te exploram;
As irmãs também...

Ter um é bom, dois é ótimo, três é super demais.
O mais velho é sempre o protetor,
O segundo mais velho é o explorador,
E o do meio é sempre o companheiro,
E o caçula é o queridinho.

São os irmãos que fazem sua infância valer a pena,
Não tem amigo que substitua,
Não tem primo que seja tão próximo,
Nem colega que te ature tanto.

Só quem tem sabe,
Só poder sair pra festa se levar o outro,
Correr dentro de casa gritando mãe fulano quer me pegar...
Botar apelido e depois contar pra todo mundo...

Irmão é isso,
É querer quebrar a perna quando o outro quebrar,
É rir quando ele cai na rua ou paga algum mico,
É soltar pipa no meio dos matos,
É colecionar cartões telefônicos e ralar moeda atrás 
só para conseguir unidades...

É fazer Strudel e pregar a massa no teto,
É fazer farofa de madrugada,
É rir do mindinguinho amigo,
É fazer resenha de tudo, tudo mesmo...
É andar sempre junto, mesmo que (Adelba) seja longe...

Ser irmão é... 
Brigar por nada e chorar por tudo,
Empurrar com uma mão e segurar com a outra,
É está longe e ao mesmo tempo próximo,
É saber que nunca, nunca mesmo estará só... 

Só quem tem sabe... S2

Minha autoria: Juliete Olímpio

quinta-feira, 28 de março de 2013

E as lembranças?


E quando tudo se for?
E quando nada mais restá?
E tudo que passou, para onde irá?

Nossa lembranças, saudades e recordações
Aquela música que te lembra alguém,
Aquele perfume que você sente em alguém, 
Aquele gosto do beijo de alguém,

Aquela saudade, a vontade sem fim de relembrar,
A delícia de reviver sensações que só você conhece,
Sentimentos até então únicos ou sutilmente compartilhados,
De modo que são intrínsecos à você.

O que se leva dessa vida além das lembranças e dos momentos 
vividos, partilhados, transmitidos e envolvidos?
E dos sentimentos? aquele sentir, amar, gostar...
Quem além de você vai lembrar?

Enquanto houver memória eu lembrarei, de cada detalhe,
De cada instante, por mais insignificante que tenha sido, de cada gesto,
De cada sorriso, de cada palavra, de cada olhar 
Do teu jeito, do nosso jeito, do teu cheiro...

E quando nada mais fizer sentido?
Quando só o fato de lembrar machucar?
Eu lembrarei... Mesmo quando nada mais existir, 
Eu lembrarei de ti...

Minha Autoria: Juliete Olímpio

sexta-feira, 8 de março de 2013

08 de março dia internacional da mulher



A mulher é um ser admirável...
Ela já nasce filha, é irmã e vira amiga,
Então ela cresce, é estudante, trabalhadora,
Casa-se, se torna esposa, amante e mãe.

Ela é elegante sem ser fútil,
É inteligente sem ser arrogante,
É amorosa, delicada e companheira, sem ser submissa,
É trabalhadora, às vezes funcionária outras vezes patroa,
Toma conta e dá conta: de estudos, casa, comida, roupa, filhos e marido.

Arruma-se, se penteia e se perfuma,
Pinta os olhos, os cabelos e as unhas,
Maquia o cansaço e disfarça suas tristezas,
Descansa enquanto dorme, pois é o tempo que lhe sobra.

Não para, não esmorece e não desanima
Ela inventa e reinventa, dá um jeito,
Faz e acontece, tudo de modo impecável,
Criativa, organizada e perfeccionista,

Não perde tempo, pois tempo é dinheiro,
Seu tempo é precioso, imensurável, ela o usa a seu favor,
Para amar, amor de mãe, de filha, de irmã, de amiga, amor de mulher...


Minha autoria: Juliete Olímpio